Fundado no século X em Muraceses, o mosteiro agostinho de São Salvador de Grijó foi edificado na sua localização actual no século XIII. No início do século XVI, devido ao estado de ruína do cenóbio, foi ordenado à comunidade que se transferisse para a Serra de São Nicolau, em Gaia.
No entanto, parte do grupo de monges voltaram a Grijó em 1566, e como o mosteiro se encontrava em ruínas, foi contratado em 1572 o arquitecto Francisco Velasquez, mestre de obras da Sé de Miranda do Douro, para desenhar um novo conjunto monacal; as obras do mosteiro iriam arrastar-se até 1629.
Em meados do século XVIII os monges de Grijó patrocinaram uma nova obra, a edificação de um aqueduto fora da cerca, possivelmente em substituição de uma conduta de água mais antiga, que abastecia o mosteiro. A construção seria terminada em 1765, data inscrita no pano murário da cerca onde desemboca o aqueduto.
A estrutura sólida apresenta alçado direito e cobertura abobadada, tendo a particularidade de alguns troços serem encimados por arcas de água troncopiramidais. O troço final do aqueduto possui uma arcada com catorze arcos plenos, de grandes dimensões e pé direito baixo. O aqueduto termina no interior da cerca num chafariz com tanque e espaldar rectangular.
SOURCE: IPPAR - Instituto Português do Património Arquitectónico






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